25/08 16:00 Campo 9
Time do Gilmar
A grande imprensa está noticiando o provável retorno aos gramados do cachaceiro do Morro do Posto.
É o blog do Engenherados Futebol Clube, um seleto clube de jovens habilidosos que jogam futebol. Iniciou suas atividades esportivas em 1991. A maioria de seus membros tem alguma ligação com a engenharia.
sábado, 18 de agosto de 2012
A Estréia Tenébria do Técnico
Este sábado foi a estréia do nosso técnico, Tio, o carcará véio tenébrio. Este é o canhonaço do dia. O carcará tem um longo raio de ação, excelente visão e controle do território onde habita. A ave habita a Serra da Canastra, o nosso técnico, por sua vez, é um canastrão. Deixemos um pouco a biologia de lado vamos ao jogo. Depois de avivelar o contrato de técnico com o Tio, nosso time partiu para o jogo. Parecia tudo sob controle quando, de relancina, as redes começaram a balançar freneticamente no nosso lado. Coisa horrorosa; um gol atrás de outro. Rapidito, já tínhamos levado um saco. Talvez tenha sido devido à ausência dos aldragantes que não apareceram para jogar. Talvez o pé do técnico seja frio. Talvez o goleiro estivesse naqueles dias de engolir aves. Talvez tenha sido a presença do ilustre do Morro do Posto no banco em companhia do Martinho da Vila. Não sabemos o que causou tamanho estrago. O Pinguço chegou fazendo pose de coronilha, mas o cusco estava deslombado, estropigaitado e estrompado da perna. O Bicão jogou para caralho na zaga e não reclamou quase nada; um feito de merecer medalha. O Chinelo e eu não jogamos porra nenhuma para não variar. O Sukita jogou tranquilo pelo meio, mas estava meio cagado, com medinho do jogo. O Guni estava irreconhecível, deu três passes (Aleluia!!!Aleluia). Aqui música para ele. . O homem do cabelo repartido fez o único gol do timeco. O petiço estava invocadinho, mas brigou bastante e foi o responsável pelo único gol. O professor chegou atrasado e saiu cedo, mas tirou bolas importantes dos adversários e acertou alguns chutes no gol. Aqui também música para ele. O Cabreúva ainda estava floreado de quinta-feira. O Tatá também chegou atrasado, deu muitos passes na fogueira e reclamou pra caralho. Os adversários ficaram folheiros; guasquearam o nosso time. Refugaram o jogo os corridos: Motoqueiro, Chucrute e Dieguito. São os sarapantados do dia.
AFIVELAR, v. Contratar, ajustar, firmar, acertar
ALDRAGANTE, adj. Vagabundo, tratante.
CANHONAÇO, s. Fato ou notícia de grande repercussão
CHARLA, s. Palestra, conversa.
CORONILHA, s. Árvore (Scutia buxifolia, Reiss) cuja madeira é muito resistente. || Em sentido figurado, indivíduo forte, guapo, disposto, resistente, valente. || Avarento
CUSCO, s. Cão pequeno, cão fraldeiro, cão de raça ordinária. O mesmo que guaipéca, guaipeva, guaipé.
DESLOMBAR-SE, v. Esgotar-se, extenuar-se, exaurir-se.
ENTROPIGAITADO, adj. Zambo, tonto, perturbado, confuso, desnorteado, embriagado
ESTROMPADO, adj. Diz-se do animal cansado, estragado, arrebentado, estafado. || Estúpido, bronco, estouvado, quebrado, aleijado, gasto.
FLOREADO, adj. Embriagado, tonto, perturbado; a meia embriaguez
FOLHEIRO, adj. Airoso, garrido, alegre, satisfeito, desembaraçado, desempenado, despreocupado, elegante, garboso, vistoso, lindo, taful, loução, bem disposto, de boa aparência. || Que faz ou obtem as coisas com facilidade, sem embaraços.
GUASQUEAR, v. Surrar, açoitar, espancar, chicotear, fustigar com guasca ou com qualquer outro açoite.
SARAPANTADO, adj. Medoros, assustado
AFIVELAR, v. Contratar, ajustar, firmar, acertar
ALDRAGANTE, adj. Vagabundo, tratante.
CANHONAÇO, s. Fato ou notícia de grande repercussão
CHARLA, s. Palestra, conversa.
CORONILHA, s. Árvore (Scutia buxifolia, Reiss) cuja madeira é muito resistente. || Em sentido figurado, indivíduo forte, guapo, disposto, resistente, valente. || Avarento
CUSCO, s. Cão pequeno, cão fraldeiro, cão de raça ordinária. O mesmo que guaipéca, guaipeva, guaipé.
DESLOMBAR-SE, v. Esgotar-se, extenuar-se, exaurir-se.
ENTROPIGAITADO, adj. Zambo, tonto, perturbado, confuso, desnorteado, embriagado
ESTROMPADO, adj. Diz-se do animal cansado, estragado, arrebentado, estafado. || Estúpido, bronco, estouvado, quebrado, aleijado, gasto.
FLOREADO, adj. Embriagado, tonto, perturbado; a meia embriaguez
FOLHEIRO, adj. Airoso, garrido, alegre, satisfeito, desembaraçado, desempenado, despreocupado, elegante, garboso, vistoso, lindo, taful, loução, bem disposto, de boa aparência. || Que faz ou obtem as coisas com facilidade, sem embaraços.
GUASQUEAR, v. Surrar, açoitar, espancar, chicotear, fustigar com guasca ou com qualquer outro açoite.
SARAPANTADO, adj. Medoros, assustado
domingo, 12 de agosto de 2012
Próximo Jogo
O próximo jogo será dia 18/08, às 16:00, no campo 2.
Favor trazer a camisa laranja e avisem se não puderem comparecer. Pode ser por telefone, mail, carta, telegrama, sinal de fumaça, ondas médias, curtas, frequência modulada, amplitude modulada, pum, arroto, moto-boy, bike-boy... Avisem, caralho.
Favor trazer a camisa laranja e avisem se não puderem comparecer. Pode ser por telefone, mail, carta, telegrama, sinal de fumaça, ondas médias, curtas, frequência modulada, amplitude modulada, pum, arroto, moto-boy, bike-boy... Avisem, caralho.
A Viagem do Corvo e os Primos do Vento
Pela trova do meio da semana parecia que teríamos jogadores às baciadas. Quando tocaram as badaladas do início do bochincho, qual nada. Os indios são desalmados; deixaram o restolho do time ser tosqueado pelo adversários. Não vieram para o baile. Foram fazer a viagem do corvo. Antes de jogo, dei uma espiada na gurizada do time adversário e pensei que era um bando de lepra, qual nada de novo. Eram os primos do vento. Corriam mais que petiço apressado. Antes de eu passar a bola, já tinham tomado. O jogo estava duro de pelear. As laterais, o meio e o ataque tinham um talho cada. Coisa horrorosa. Já tinhamos tomado quatro quando, de vereda, o chinaredo no campo vizinho começou um gritedo de assustar o guarda. Tinham duas patroas conversando num volume muito alto e pela troca de elogios das damas, a conversa parecia que ia terminar na delega. Algo despertou nas chinocas os instintos mais primitivos. Aqui uma amostra. Eu queria interromper nosso jogo para acompanhar o desfecho da prosa feminina, mas o pessoal não gostou muito de minha ideia. Fechamos o primeiro tempo no prejuízo. No segundo tempo encostamos no placar, 5x3. O Marcelão, de sapatilha nova, fez o primeiro. Digo que este vivente é duro de boca: peço para fazer uma jogada e o homem faz de conta que não ouve. O segundo gol foi do Guni, o pedalador fajuto. Aliás, este magricela do caralho ficou enfeitando e perdeu dois gols solito com o goleiro e, para piorar muito seu cartaz, não me passou a bola para eu marcar meu golzito; imperdoável. O macanudo entrou para a minha lista de imperdoáveis. O terceiro gol foi contra. Nosso time, começou a voar, mas era vôo de frangote. O Luciano não gostou dos elogios que estava recebendo e foi-se a la cria. O Marcelão entrou no gol e como estava com uma fome daquelas e papou sem piedade dois frangos. O Cabreúva estava cansadão da quinta-feira e não jogou conforme esperado. O Bicão e o Tatá ajudaram a defesa a evitar o vexame. Depois de esvaziar a despensa do Schultz o Pinguço, fez um risco pra casa, mas teve fazer um teste do bafômetro. No próximo sábado teremos o Tio no banco comandando o esquadrão de cachaceiros. É bom, porque a coisa tá feia.
A LA CRIA: Ao Deus-dará, à aventura. Foi-se a la cria, significa foi-se embora, foi-se ao Deus-dará, caiu no mundo.
DURO DE BOCA: Diz-se do animal que não obedece à ação das rédeas.
DURO DE PELEAR: Difícil de fazer, trabalhoso.
FAZER A VIAGEM DO CORVO: Sair e demorar muito a regressar.
TALHO: Ferimento
A LA CRIA: Ao Deus-dará, à aventura. Foi-se a la cria, significa foi-se embora, foi-se ao Deus-dará, caiu no mundo.
DURO DE BOCA: Diz-se do animal que não obedece à ação das rédeas.
DURO DE PELEAR: Difícil de fazer, trabalhoso.
FAZER A VIAGEM DO CORVO: Sair e demorar muito a regressar.
TALHO: Ferimento
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Seleção de Trinidad e Tobago
Através destas rabioscas impressas pelo invento cirbernético, vou relatar aos nobres companheiros de mesa de bar e de cancha, os eventos emocionantes que engrandeceram a história do nosso time. As nuvens sinalizavam que o adversário iria aboletar-se de nossas glórias. Os engenherados estavam abichornados, dadas as ausências significativas: o Cabreúva que foi visitar a progenitora; o Tio que recupera-se bravamente de uma lasqueira na dobradiça da perna; o Motoqueiro que anda mais fresco que água de cachoeira; o Pinguço de quatro travado na valeta; o Guni também de frescura e o Sukita que ainda está descadeirado. Restaram para o jogo: Chileno, Blogueiro, Tatá, Bicão, Professor, Petiço, Chucrute, Luciano e Marcelão. Pelo nível da escalação, parecia a seleção de Trinidad e Tobago. Os comentaristas assanhados - muito engraçadinhos que estavam - tentavam adivinhar o placar que seria contado às dezenas. Havia apenas um jogador no banco e o Chucrute estava contundido. O sol castigava nas paletas dos desgraçados e queimava minha cabeleira vasta e sem um único fiapo branco. Nosso futebol estava uma bolandina, tal que rapidito os Osvaldinos cravaram 2x0. Apesar da gritaria da chinarada - algumas cortando os pulsos - nosso time jogava muito mal. Estavámos numa lançante. Os passes estavam mais tortos que guampa de touro. Levamos o jogo de qualquer jeito, tastaviando; até fizemos um golzito. No segundo tempo, de relancina apareceu o Marcelão todo descascado; assim descalço e sem uniforme. Parecia ter sido escalpelado numa mesa de jogo, mas entrou no jogo mais empolgado que potro novo, afundando o gramado com o cascão do garrão. O unhão do dedão do pé tirava lascas de couro da bola. O jogo esquentou pra valer. Começamos a jogar muito mais ou o adversário muito menos, não importa, pois estavam dando as cartas. Surgiram muitas chances de gol, até que tomamos um gol bestalhão, 3x1. Entretanto, nossos jogadores são aporreados. A torcida não imaginava que os bravos iriam rebolquearem-se da derrota. Começamos a culatrear o placar. O Marcelão correu mais que coelho perseguido e marcou dois gols. Nunca riscada espetacular pela lateral direita, chutou cruzado e definiu o resultado: 3x3. Bicão foi o nome do jogo, pois deu carona para o blogueiro. Petiço correu muito no final e mas não passou a bola para os tios. Se continuar com esta mania besta, vamos cortar o sucrilho e o chicabom. O Professor deu uma entregada, mas no geral segurou a zaga bonito. O Chucrute também correu muito. O Chileno assumiu de vez a posição ideal como atacante plantado - não pode criar raiz.. Apesar dos problemas de agenda e físicos, o Tatá ajudou muito na organização do jogo. O Blogueiro jogou pouco devido ao calor extremo. Também por que estava muito charmoso neste dia e optou por atender o chinaredo que esperneava ao redor do campo. Este jogo foi importante, uma vez que devemos mentalizar o seguinte: embora possa parecer, nosso time não é entecado; devemos jogar nosso jogo sem nos tornarmos entonados, o que seria um vício desagradável; devemos nos entropilhar; devemos pensar em nosso time como uma guajuvira e não como um guaipeca; apesar de alguns serem quase maduzários, ainda dão um caldo meia boca; vamos deixar as minigâncias e jogar bola; não devemos nos deixar abater por adversários paradistas. Para encerrar - pois já estou de saco cheio e muito afim de encarar uma polenta frita - lembro àqueles que pensam apenas em haraganear: venham jogar no sábado seus vagabundos!!!
Para aqueles que têm preguiça mental e pavor de dicionário, optei por resumir alguns termos utilizados neste texto. Não viciem, bando de vadios. Sábado tem jogo: dia de sumanta no adversário.
ABICHORNADO, adj. Aborrecido, triste, desanimado, vexado, envergonhado, acovardado, aniquilado, magoado, acabrunhado, macambúzio, abatido.
ABOLETAR-SE, v. Instalar-se. Ocupar, indevidamente, determinado lugar.
ABOMBADO, adj. Cansado e ofegante por efeito de trabalho em dia de calor.
APORREADO, s. e adj. Cavalo mal domado, indomável, que não se deixa amansar. Aplica-se também, p. ext., ao homem rebelde
BOLANDINA, s. Agitação, azáfama, atrapalhação. || Trapalhada, trampolinada
CULATREAR, v. Seguir na culatra da tropa, conduzindo-a. Sair no encalço ou na perseguição de alguém
ENTECADO, adj. Enfezado, sem viço, débil, achacado. || Inerte, imóvel, sem ação
ENTONADO, adj. Soberbo, arrogante, enfatuado, convencido, que tem entono
ENTROPILHAR, v. Formar pequena tropa, ou tropilha, de animais cavalares que tenham o mesmo pelo
GUAIPECA, s. Cão pequeno, cuso, cachorrinho de pernas tortas, cãozinho ordinário, vira-latas, sem raça definida.
GUAJUVIRA, s. Árvore (Patagonula americana) que produz excelente madeira de construção
HARAGANEAR, v. Andar solto o animal por muito tempo, sem prestar serviço algum, tornando-se arisco. || Em sentido figurado, aplica-se às pessoas, significando vadiar, gauderiar, vagabundear, andar sem ocupação, passear de um lado para outro sem procurar serviço.
LANÇANTE, s. Descida. Forte declive num cerro ou coxilha; qualquer terreno em declive.
MADUZÁRIO, adj. Bastante maduro, idoso.
MINIGÂNCIAS, s. Miudezas, tarecos, bugigangas, quinquilharias, ninharias, restos, coisas sem importância
PARADISTA, adj. Fanfarrão, blasonador, prosa, presunçoso, pomadista.
RABIOSCAS, s. Garatujas, rabiscos, letras mal feitas.
REBOLQUEAR-SE, v. Rolar o animal pelo chão, fazendo movimentos com a intenção de libertar-se da armada que o prende
RELANCINA, s. Relance, repente, rapidez, velocidade. É usado na locução adverbial de relancina, que significa repentinamente, de relance
RISCADA, s. Movimento rápido a cavalo, disparada.
SUMANTA, s. Sova, surra, tunda, sapeca.
Para aqueles que têm preguiça mental e pavor de dicionário, optei por resumir alguns termos utilizados neste texto. Não viciem, bando de vadios. Sábado tem jogo: dia de sumanta no adversário.
ABICHORNADO, adj. Aborrecido, triste, desanimado, vexado, envergonhado, acovardado, aniquilado, magoado, acabrunhado, macambúzio, abatido.
ABOLETAR-SE, v. Instalar-se. Ocupar, indevidamente, determinado lugar.
ABOMBADO, adj. Cansado e ofegante por efeito de trabalho em dia de calor.
APORREADO, s. e adj. Cavalo mal domado, indomável, que não se deixa amansar. Aplica-se também, p. ext., ao homem rebelde
BOLANDINA, s. Agitação, azáfama, atrapalhação. || Trapalhada, trampolinada
CULATREAR, v. Seguir na culatra da tropa, conduzindo-a. Sair no encalço ou na perseguição de alguém
ENTECADO, adj. Enfezado, sem viço, débil, achacado. || Inerte, imóvel, sem ação
ENTONADO, adj. Soberbo, arrogante, enfatuado, convencido, que tem entono
ENTROPILHAR, v. Formar pequena tropa, ou tropilha, de animais cavalares que tenham o mesmo pelo
GUAIPECA, s. Cão pequeno, cuso, cachorrinho de pernas tortas, cãozinho ordinário, vira-latas, sem raça definida.
GUAJUVIRA, s. Árvore (Patagonula americana) que produz excelente madeira de construção
HARAGANEAR, v. Andar solto o animal por muito tempo, sem prestar serviço algum, tornando-se arisco. || Em sentido figurado, aplica-se às pessoas, significando vadiar, gauderiar, vagabundear, andar sem ocupação, passear de um lado para outro sem procurar serviço.
LANÇANTE, s. Descida. Forte declive num cerro ou coxilha; qualquer terreno em declive.
MADUZÁRIO, adj. Bastante maduro, idoso.
MINIGÂNCIAS, s. Miudezas, tarecos, bugigangas, quinquilharias, ninharias, restos, coisas sem importância
PARADISTA, adj. Fanfarrão, blasonador, prosa, presunçoso, pomadista.
RABIOSCAS, s. Garatujas, rabiscos, letras mal feitas.
REBOLQUEAR-SE, v. Rolar o animal pelo chão, fazendo movimentos com a intenção de libertar-se da armada que o prende
RELANCINA, s. Relance, repente, rapidez, velocidade. É usado na locução adverbial de relancina, que significa repentinamente, de relance
RISCADA, s. Movimento rápido a cavalo, disparada.
SUMANTA, s. Sova, surra, tunda, sapeca.
domingo, 29 de julho de 2012
E não é que foi GOOLLLL......
Senhores, na ausência dos bens
lançados comentários e das bens lançadas ponderações do meu, do seu, do nosso
amigo, editor e redator blogueiro gremista, faço este pequeno ensaio para
descrever a batalha dos abomináveis e selvagens cães de guerra no sábado
último, quando da defesa de mais uma partida e com apresentação de mais um
espetáculo de habilidade, posicionamento, fluidez, beleza, leveza, visão de
jogo, processo evolutivo e vontade de vencer.
Destacamos,
inicialmente, os principais pontos que merecem relevo face ao ocorrido, após,
vamos a narrativa.
De
prima, sobreleva dizer que maquina de guerra, neste sábado, estava desfalcada,
e assim reduzida aos seguintes atletas: Luciano, Sinval, Buffon, Marcelo
[Goleiro que jogou (tentou) na linha], Guni, o escriba e o Chileno. Eis a
máquina.
Ué,
cadê os demais componentes??? Faltaram...e por motivos, diria, alguns
justificáveis, outros, não sabemos, pois a diretoria não foi informada.
Compareceu
ao campo, também, nosso amigo, atleta, baladeiro e jogador Dieguito
(acompanhado e assessorado por mais três humanos...aparentemente masculinos),
todavia, não para participar do embate, mais sim, para rever os amigos e se
deliciar numa gelada assistindo o espetáculo, haja vista que vinham da balada
de sexta e já emendariam o sábado...tbém....
Começou
o jogo e essa turma vazou.
Essa
juventude, quanta saudade.
Vamos
ao jogo.
Nosso
time (conjunto de indivíduos associados numa ação comum, com vista a
determinado fim – d. Aurélio), enfrentou, neste findi (que passou) o time do
Valdecir e Assis. Tal time, outrora adversário de mesmo nível dos Engenherados,
desta vez, renovou o elenco com uma bando de jovens, empreendendo um ritmo mais
acelerado aos selvagens cães. E não fizemos feio...quer dizer, não muito... e
nem bonito.
Considerando
a ausência dos demais atletas que compõem o elenco dos Engenherados, vê-se que
não tínhamos banco, então buscamos no âmago de nosso pulmão e de nossa alma
fôlego para jogar igual por igual com o time adverso.
Não
foi bem de igual para igual...mas vá lá, não se pode ter tudo também.
Primeiro
tempo: dia ensolarado, vento moderado, umidade relativa do ar a contento...e
antes da bola rolar...disputa do par ou impar para escolha do campo. Quem
ganhou???...eles. Portanto, começamos bem, sol no zoio de início. E isso nos
atrapalhou com reflexo direto no placar. Sem muita emoção no primeiro tempo.
Volume e posse de bola para o time adversário na casa dos 68,73 %. Merecendo
distinção duas jogadas da máquina (que eu me lembre, pois estava sob a
influência da feijoada e da caipira das 14h de quase todo santo sábado). A
primeira aos 3min (do 1º t) quando o Guni recebeu a bola no meio do campo de
não sei quem e de primeira encobriu o zagueiro passando a bola para o escriba,
que numa tentativa de encobrir o goleiro não teve sucesso. A segunda, aos 26min
(do 1º t), quando numa triangulação no ataque, o Guni recebeu a bola e de posse
desta, próximo a aresta direita (de quem olha para o galpão do Schulz) da
pequena área, armou a artilharia e chutou em direção ao gol. Errou, mas só em
2m77cm do travessão. Final do primeiro tempo. 4 a 0 para eles (sifu p/ nós).
Intervalo:
água, leitura do jogo, orientações diversas, motivação...observação da
falhas...mais motivação...relaxamento muscular...mais motivação...nova
estratégia...+ motivação.
Segundo
tempo: hããã...agora melhorou, sem o sol no zoio, pois, mudamos de lado. Mas o
sol já estava se esvaindo, então, quase nada mudou para eles. Com o fôlego
revigorado e a alma em chamas (depois de tanta motivação) fomos para a segunda
parte da peleia. Três jogadas de vulto dos cães aptas à narrativa. A primeira:
aos 8min (do 2º t), Buffon recebeu a bola no meio de campo (não sei se do
goleiro ou da zaga) passou para o escriba que vinha a toda em direção ao gol,
que a recebeu, amorteceu e com um toque sutil por cima do último zagueiro
encontrou o atleta Guni que dá mesma forma, amortecendo-a com um dos pés,
chutou em direção ao gol estufando a rede. GOOLLL.......placar= 4 x 1. A
segunda: escanteio para a máquina. Chileno pede para cobrar. E cobra o
escanteio com classe, mira no primeiro pau, e chuta a meia altura, ocasião em
que a bola fez uma curva acentuada e... entrou no Gol. Gol olímpico pode ou não
pode???
O
time adverso pegou a bola e foi para o centro do gol. Nosso atleta, o Chileno,
alertou, gol “olímpico não vale”, mas o adversário com ar indignado esbravejou
“...COMO NÃO, UMA BAITA GOL DESSES, DEVERIA VALER MAIS...” e sendo assim, “E
não é que foi GOOLLL....”
GOOLLLLLLLL......para
os cães. Placar 5 x 2.
E
a terceira jogada foi assim: no campo adversário, lateral para nós. Alguém
bateu o lateral (acho que foi Chileno) para o escriba, que com a bola no chão,
tocou por cima do zagueiro (encobrindo-o) para o Marcelo que corria em direção
ao gol a uns 150Km/h, sendo que, num reflexo digno de um grande reflexista, sem
hesitar, chutou de prima no canto direito da trave de quem olha para o time que
joga Rugby, e GOOLLLLLLLL....mais um para a máquina.
Fim de jogo. Placar 7 x 3.
Assim,
perdemos o primeiro tempo e empatamos o segundo. (4 x 0, e 3 x 3).
Depois,
cerva, pinhão, leitura do jogo, comentários, análises múltiplas das falhas e
das jogadas portentosas.
Cabeça
erguida, feliz da vida, levemente empinhãozado e encervejado seguimos o rumo.
A
toda evidência só perdemos pelos desfalques e pela ausência plena da jogada 8,
cujo titular desta encontra-se em franca recuperação.
E
para tanto, dedicamos o empate do segundo tempo ao atleta em recuperação “O
TIO”.
É
isso, saudações futebolísticas.
Texto redigido por: Cabreúva
segunda-feira, 9 de julho de 2012
Vou falar.....
Já que ninguem fez nenhum comentário sobre o futebol e churrasco do último sábado, vou deixar aqui a minha pequena contribuição para este blogger:
Cheguei a algumas conclusões no último sábado;
1 - Não que isso faça alguma diferença para mim, mas acho que tem pouco macho no nosso clube de gaudérios, vou explicar: alguns jogadores se comprometeram a participar e simplesmente não apareceram; Alguns dos que apareceram não queriam jogar; boa parte dos que jogaram não se empenharam, o que resultou em um futebol duro, " duro de assistir"; e a grande maioria almoçou e vazou, deixando eu e companheiro cabeludo e o anfitrião, não menos cabeludo, sozinhos para dar cabo de um monte de canha. Resultado: o amigo cabreuva teve que ficar até o dia seguinte para ingerir a sua cota de trago, eu, como sou um poco mais macho e fui ajudado pelo meu filhote, Pedrinho, é, o Pedrinho,filho de pai macho, bebeu mais canha que a maioria dos nossos guerreiros, fiquei até a 20h e me bandeei pros lados de Joinville, mesmo sem saber para onde estava indo;
2 - Alguem mentiu pro Gune, disseram que ele é o Robinho;
3 - O Tio é pura Birra( BIRRA= Insistência numa mesmaideia . ou comportamento. = OBSTINAÇÃO, PERTINÁCIA, TEIMA, TEIMOSIA);
4 - Nosso amigo Bufon é muito parceiro e nem minha mãe é tão caprichosa;
5 - E para finalizar quero registrar que eu seria mais feliz se tivesse ganhado uma bola naquele natal que meu pai me deu um violão.
Um abraço a todos, boa semana e até quinta, se Deus e a patroa permitirem.
Gilvan.
Cheguei a algumas conclusões no último sábado;
1 - Não que isso faça alguma diferença para mim, mas acho que tem pouco macho no nosso clube de gaudérios, vou explicar: alguns jogadores se comprometeram a participar e simplesmente não apareceram; Alguns dos que apareceram não queriam jogar; boa parte dos que jogaram não se empenharam, o que resultou em um futebol duro, " duro de assistir"; e a grande maioria almoçou e vazou, deixando eu e companheiro cabeludo e o anfitrião, não menos cabeludo, sozinhos para dar cabo de um monte de canha. Resultado: o amigo cabreuva teve que ficar até o dia seguinte para ingerir a sua cota de trago, eu, como sou um poco mais macho e fui ajudado pelo meu filhote, Pedrinho, é, o Pedrinho,filho de pai macho, bebeu mais canha que a maioria dos nossos guerreiros, fiquei até a 20h e me bandeei pros lados de Joinville, mesmo sem saber para onde estava indo;
2 - Alguem mentiu pro Gune, disseram que ele é o Robinho;
3 - O Tio é pura Birra( BIRRA= Insistência numa mesma
4 - Nosso amigo Bufon é muito parceiro e nem minha mãe é tão caprichosa;
5 - E para finalizar quero registrar que eu seria mais feliz se tivesse ganhado uma bola naquele natal que meu pai me deu um violão.
Um abraço a todos, boa semana e até quinta, se Deus e a patroa permitirem.
Gilvan.